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Um pouco da mundialização contada a partir da região da rua 25 de Março:

Subtítulo: 
migrantes chineses de comércio "informal"
Autor(a): 
Douglas de Toledo Piza
Área: 
Sociologia
Ano: 
2012
Resumo / Abstract / Acta / Resumé / Riassunto
Resumo: 

Esta pesquisa de mestrado insere-se no tema da globalização, mais especificamente dos processos transnacionais relacionados à mobilidade de pessoas e produtos que faz do centro de São Paulo um palco da “mundialização por baixo”. O objeto da pesquisa são os migrantes chineses nas galerias de comércio da região da rua 25 de Março. Trata-se de um estudo de caráter exploratório acerca do papel desempenhado por esses migrantes, com base em uma etnografia desenvolvida entre 2009 e 2012.

Argumentamos que a chegada massiva de chineses à região da rua 25 de Março foi possível devido a um dispositivo comercial em que as galerias de comércio surgem como um importante modelo de venda, cujos proprietários são, em sua maioria, migrantes chineses vindos nas décadas de 1950 e 1960. É certo que significativo fluxo recente de migração ocorre em um momento de reativação das diásporas chinesas pelo mundo, na esteira dos efeitos da industrialização da China. Foram chineses do fluxo anterior, entretanto, que puderam tornar-se importadores de produtos made in China, abundantes no comércio do centro paulistano, deslocando parcialmente o circuito de abastecimento dos produtos, que antes passava pelo Paraguai, para importações diretamente do país asiático. Há muito mais comerciantes chineses recentemente chegados do que importadores e proprietários de galerias de comércios, mas apenas estes últimos dois tipos tinham uma “condição transnacional” que lhes permitia juridicamente abrirem suas empresas e, através das redes sociais, ligarem-se ao outro lado do globo. Por conseguinte, alteraram a escala do comércio praticado ao engendrarem uma nova modalidade de venda: galerias repletas de comerciantes chineses que vendem produtos vindos diretamente daquele país asiático.

Abstract: 

This research is located in the theme of globalization, specifically of transnational processes related to products and people mobility that makes São Paulo’s downtown a stage of the “globalization from bellow”. The research object are the Chinese migrants in the commerce galleries of 25 de Março street region, São Paulo. The research had an exploratory character about what is the role developed by these migrants, based in an ethnography made between 2009 and 2012.

We argue that massive arrival of Chinese in the region of 25 de Março street was possible due to a commercial device in which galleries appear as an important sales model, whose proprietors are mainly Chinese migrants that came in the 1950s and 1960s. It is true that significant recent flow of migration occurs at a time of reactivation of the Chinese diaspora around the world in the wake of the effects of Chinese industrialization. However, it was the Chinese of the previous flow that could become importers of products made ​​in China, which abound in downtown São Paulo markets, partially displacing the supply chain of products which previously passed through Paraguay to imports directly from the Asian country. There are more recently arrived Chinese sellers than importers and owners of galleries, but only the latter two types had a "transnational condition" that allowed them to legally open their businesses and, through social networks, connect themselves to the other side of the globe. Therefore they alter the scale of the trade practiced by engendering a new kind of sales: galleries full of Chinese merchants who sell products directly from the Asian country.

AnexoTamanho
Um pouco da mundialização contada a partir da região da rua 25 de Março_Douglas de Toledo Piza.pdf1.57 MB