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Amigos e competidores

Subtítulo: 
política faccional e feitiçaria nos Potiguara da Paraíba
Autor(a): 
José Glebson Vieira
Área: 
Antropologia Social
Ano: 
2012
Resumo / Abstract / Acta / Resumé / Riassunto
Resumo: 

 

Esta tese apresenta uma investigação sobre a política potiguara e consiste no exame da constituição de posições diferenciadas como chefia e liderança e a política faccional. O eixo de abordagem adotado centra-se no papel da amizade, da camaradagem, da feitiçaria e da guerra de acusações nos processos sociopolíticos e no jogo político e faccional de englobamento das “parentagens” pelas “turmas”. Ela está estruturada em três níveis de análise: o primeiro, focaliza a produção do parentesco e os regimes de territorialidade, com o objetivo de compreender a construção nativa sobre história e parentesco e as formas de uso do espaço pelos Potiguara, bem como a gestão das relações entre si e entre os outros. O segundo nível aprecia as formulações nativas acerca do idioma da mistura e o tema da civilização no enunciado potiguara sobre a temporalidade, pela análise do Censo Indígena de 2006, a fim de entender a “etnosociologia” nativa e, por conseguinte, os gradientes de classificação das relações com a alteridade. E o terceiro nível observa a construção da política partindo das concepções nativas de “ser chefe” e “ser líder” e tem como intenção delinear as elaborações acerca da ação e da representação política. Considerando os contextos de produção de chefes e líderes e das disputas faccionais, a compreensão da política, aqui proposta, explicita: o investimento na figura da unidade composta pela chefia que supõe o estabelecimento do domínio político e a definição da pessoa do chefe, como sujeito diferenciado, pelo acúmulo, potencialização e canalização das subjetividades, apropriação de relações, pessoas, bens e recursos do exterior; e o movimento de fazer e desfazer grupos, cuja ação política - do líder - tenta introduzir a multiplicidade e a heterogeneidade e revela a tendência a não fixidez, a segmentaridade e a inclusão dos não-humanos, por meio da feitiçaria ou do catimbó, na vida social e na política entre humanos. 

Abstract: 

This thesis presents an investigation on the Potiguara policy and consists in examining the formation of different positions as chiefship and leadership and the factional politics. The line of approach adopted focuses on the role of friendship, fellowship, witchcraft and accusation conflicts in sociopolitical processes and in the political factional game of aggregations in “parentagens” and “turmas”. It is structured in three analysis levels: The first focuses in the production of kinship and the regimes of territoriality, with the aim of understanding the native construction about history and kinship and how the area is used by the Potiguara, as well as the management of relations between themselves and others. The second level assesses the native formulations about the language of the mixture and the civilization theme in the Potiguara statement on temporality, by the analysis of the Indian Census in 2006, in order to understand the native ethno sociology, and therefore the gradients of classification of relations of otherness. And the third level observes the construction of the policy starting from the native conceptions of” being chief” and “being a leader” and is intended to outline the elaborations on the action and political representation. Considering the contexts of production of chiefs and leaders and factional disputes, the political comprehension, proposed here, explains: The investment figured in the composite unit by the leadership that assumes the establishment of the political field and the definition of the chief himself, as the subject differently, by accumulation, potentiating and canalizing of subjectivities, relations ownership, people, goods, and exterior resources; and the movement to make and unmake groups whose political action – of the leader – attempts to introduce the multiplicity and heterogeneity, and shows a tendency to non-fixity, the segmentarity  and the inclusion of the non-human, by witchcraft and catimbó in social life and politics among humans.

AnexoTamanho
glebson.pdf4.19 MB